A II Guerra e a perseguição aos alemães em Porto Alegre : memórias de uma descendente de imigrantes

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       O Estado Novo, governo ditatorial de Getúlio Vargas, teve início no Brasil em 1937, coincidindo com o período em que o partido nazista assumiu o poder na Alemanha.  O fortalecimento de regimes totalitários na Europa, entre eles o nazismo, encorajou Vargas na instauração de um regime ditatorial no País. A decretação do Estado Novo visava a um maior intervencionismo estatal, eliminando assim o liberalismo decorrente da Constituição Liberal de 1934. Pensava-se que a crise da liberal-democracia só seria solucionada diante de um poder forte, autoritário e estabilizador da ordem. Assim, o ano de 1937 ficou fortemente marcado como o período em que o governo implantou a censura aos meios de comunicação, como rádio, revistas e jornais. Também houve censura as artes, ao cinema, o teatro e a música. Além disso, foi proibida a prática de qualquer atividade de natureza política dos estrangeiros residentes no país, entre eles os alemães. A perseguição a esses grupos foi intensa em algumas cidades do Estado. Neta de imigrantes alemães, Rita Bromberg Brugger (88 anos)  relembra alguns episódios deste período em Porto Alegre.

Rita no colo do bisavô na chácara da Pedra Redonda. Acervo da família.

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“Histórias da Zona Sul 3” – Guaíba: um falso rio conta a história da cidade – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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Porto Alegre: percepções de uma Antiga Cidade

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Mercado Público/1875
Fonte: Museu Joaquim J. Felizardo

“Uma cidade, um país, um lugarejo”. A canção desprende-se do rádio e invade o espaço restrito do meu carro. Presto atenção à letra e fico imaginando essa cidade, a minha Porto Alegre, local onde estão minhas referências. Uma cidade repleta de histórias, farto material para minhas pesquisas acadêmicas. É inevitável não aguçar a memória, trilhar o imaginário e tentar recuperar como era essa capital de antigamente. Assim, penso na obra “Os cães da Província” e as imagens narradas vão, lentamente, se delineando no meu imaginário. As Docas, o Mercado Público, o Gasômetro. A Rua do Arvoredo, o açougue de linguiça humana, o Areal da Baronesa. Lembranças que vão longe, mas que se traduzem no imaginário daqueles que um dia ousaram vivenciar sua cidade. Percebe-se, assim, um cotidiano, notadamente mais tranquilo, mais humano. Quase sem compromissos. Não importa a pressa. Não há estresse, nem o sentimento de viver intensamente, como se o tempo fosse esgotar-se. O lazer resumia-se ao cinema de rua, à confeitaria Matheus, ao chope do Chalé da Praça 15. Passear na Rua da Praia e na Praça da Alfândega, admirando os velhos prédios históricos. Hoje, no espaço modificado da cidade, onde arranha-céus quase impedem a luminosidade do sol, habitam pessoas apressadas, distraídas e indiferentes. Os shoppings atraem para outras formas de lazer, seduzindo a todos. No entanto, como diz a canção – “és uma deusa, com suas nuanças, que te debruças soberana todas as noites para mirar-te nas águas do teu guardião”. E segues, mesmo com tuas mutações e novos personagens, inspirando poetas e historiadores como eu.

Escola Vila Monte Cristo: uma experiência inesquecível!

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Marina Coutinho, ex-aluna da EMEF Vila Monte Cristo

Marina Coutinho, ex-aluna da EMEF Vila Monte Cristo

Comecei na escola Vila Monte Cristo com cinco anos, desde lá recebi muita atenção, dedicação e carinho de todos os professores. Tenho um carinho enorme por todos, professores e funcionários, com quem pude conviver por todo o tempo que estive lá. A escola tem também espaço dedicado a alunos especiais, de inclusão, com materiais necessários, e toda a atenção do muuundo!! Como comecei cedo na escola, pude ver o crescimento destes alunos, que cresceram comigo, e graças a escola, puderam ter uma grande evolução em todos os sentidos. E, lá na escola, aprendemos a respeitar as diferenças. Desde pequena tive muita orientação nesta escola. Ela nos preparou muito bem para o futuro, tanto como alunos, quanto como pessoas de bem. No meu último ano na escola, tinha uma turma especial para alunos com maiores dificuldades, que lá também tiveram atenção, como reforço e muita preparação para o ensino médio. Concluímos o ensino fundamental com sucesso, graças a toda dedicação da escola e de seus funcionários e professores. A Monte Cristo sempre unida para atender a todos sem distinção. Ela também nos ofereceu todo o tipo de atividades, como reforço escolar no turno inverso e dedicação de todos os professores. A escola também oferecia diversos passeios culturais, o que nos possibilitou conhecimentos gerais. Tenho a escola Vila Monte Cristo como uma base forte de aprendizado, tanto como aluna, como cidadã que sou. Aprendi muita coisa com ela e levo isso para a vida. Pois agora que deixei a escola, sinto muita falta de tudo. Acredito que será muito difícil achar uma escola igual a que tive a honra de estar por muitos anos. Igualmente não posso esquecer da grande amizade e do carinho que tenho ainda hoje pelos professores e funcionários, são pessoas que marcaram minha vida e levarei para sempre. Obrigada Escola Monte Cristo por fazer parte da minha vida!!! Marina Coutinho – formanda de 2015. Mais

“Histórias da Zona Sul 2 ” – Os Antigos Carnavais na Tristeza – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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“Histórias da Zona Sul 1 ” – O Veraneio de Antigamente – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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A Chácara da Vila Clotilde e o Garden Party de 1938

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garden-party-1No verão de 1938, a Vila Clotilde, uma chácara localizada no Morro do Sabiá, bairro Ipanema, foi o cenário de um movimentado evento social que mobilizou a alta sociedade Porto-Alegrense daquela época. Na ocasião, foi oferecido a Darci Vargas, então primeira dama do País, um Garden Party, uma festa nos jardins da Propriedade de Oscar Bastian Meyer.Para abrilhantar a recepção, senhoras e senhoritas, devidamente acompanhadas, desfilaram elegantes trajes, com direito a chapéu e finas luvas de seda. Nas mesas, dispostas pelos jardins da propriedade, arranjos de flores e frutas ajudavam a dar o tom de glamour àquela ocasião tão especial. A cobertura jornalística não poderia deixar de ser feita, e para isso a Revista do Globo se fez presente. Mais

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