A cheia no Guaíba

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Do dia do seu aniversário, minha homenagem a cidade de Porto Alegre e ao seu rio/lago:

Põr do sol e aguapés no Guaíba

A água do rio sobe e desce, dia sim, dia não.  O aguapé surgiu com flores lilás. Apressado e vindo do rio Jacuí, deu trombadas no farol e na bóia do meio. Ah, surgiram cobras verdes, que foram confundidas com a paisagem imposta pela cheia. E todos, lá em casa, mudaram de lugar. As galinhas passaram a dormir no quarto do tio Joeli, os porcos invadiram a cozinha da vó Jorja, sabiá fugiu da briga, quero-quero partiu em debandada para o norte, lá para as Missões.  Mais

DESPEDIDA DO COLÉGIO MILITAR

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Em 18 de abril de 2000, vinha ao mundo o menino Pedro da Rocha Machado. Nascido em Porto Alegre, no hospital Mãe de Deus, Pedro logo se mostrou muito esperto, chamando a atenção dos médicos e enfermeiros da Instituição. Ao longo de sua infância, brincou muito, sempre  fascinado pelos jogos e pela tecnologia, porém, nunca descuidando dos seus estudos. Na escola, sempre foi um excelente aluno.

Desde 2013, quando adentrou pelos portões do CMPA – Colégio Militar de Porto Alegre, pela primeira vez, após ser aprovado em quarto lugar no concurso para o sexto ano, o aluno Machado fez do Casarão da Várzea, como é conhecido o prédio do colégio, a sua casa, onde ganhou uma família que logo o acolheu e o incentivou:  a Família Garança. Participou do basquete, de diversos clubes e grêmios, e, finalmente, em 2018, ingressou na Guarda Bandeira.

Guarda Bandeira

O orgulho de carregar a bandeira do Colégio Militar sinalizava o amor e a admiração pela escola, cujo tempo de permanência findava, após sete anos, em 2019.  Neste mesmo ano, decorrente das ótimas notas e bom comportamento, Machado foi selecionado para a viagem tão esperada: Portugal. Conhecer melhor a História do Brasil e estreitar laços com o Instituto de Pupilos do Exército Português foi uma experiência incrível e profundamente marcante na vida de Pedro. Decorrente também das excelentes notas foi diversas vezes promovido com medalhas (olimpíadas de matemática e física) e alamares (CMPA) ao longo dos anos de estudo.  Com a finalização do ano letivo em 2019 e de sua caminhada exitosa no colégio referência, concluindo o terceiro ano do ensino médio, o Major Aluno Machado deixou as arcadas do Casarão com o coração apertado, mas cheio de planos e desejos para o futuro. Futuro esse que se mostra já bastante promissor. Segue sua trajetória acadêmica e profissional em busca de seus sonhos na EsPCEx – Escola Preparatória de Cadetes do Exército, mirando o futuro na AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras. Com certeza, Pedro levará consigo, não só os planos para o futuro, mas também as lembranças e os exemplos daqueles que contribuíram para sua formação ética, moral e intelectual, e que o acompanharão para sempre. Obrigada professores, funcionários, amigos e colegas do CMPA. Segue meu filho tua trajetória de sucesso e de realizações. Tu merece! Estaremos sempre ao teu lado. E com Deus no coração! Salve o Brasil! CMPA! Zum Zaravalho!

Os Campos da Várzea

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Casarão da Várzea/século XIX Fonte: DELFOS/PUCRS

Casarão da Várzea, sede do Colégio Militar, redefiniu a arquitetura e a paisagem da Capital.

Portentoso prédio faz parte do patrimônio histórico da cidade desde a fundação, em 1872.

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A BROMBERG & CIA. E AS EXPOSIÇÕES AGROPECUÁRIAS

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Pavilhão da Bromberg na II Feira Agropecuária/1912

As grandes exposições representaram a modernidade do final do século dezenove e início do século vinte. O progresso, resultante do desenvolvimento da ciência e da indústria, especialmente reflexo da segunda revolução industrial, sinalizava que o conhecimento seria transnacional, sem limites. Polo de atração para os imigrantes, o Rio Grande do Sul mostrava ao mundo uma economia estável, a qual não dependia das incertezas do mercado internacional. Parte desse desenvolvimento econômico estava associado ao comércio praticado pelos imigrantes alemães. Em 1912 realizou-se no arrabalde do Menino Deus a II Exposição Agropecuária Estadual. A Bromberg & Cia, reconhecida internacionalmente por ser a maior distribuidora de máquinas alemãs para toda a América do Sul, marcou presença neste evento. Mais

Saraus Musicais EMEF Vila Monte Cristo: 10 anos de (r)existência

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Alunos da escola EMEF Vila Monte Cristo em evento musical no Teatro Renascença. Fonte: Charles Lorenzini

Prática cultural bastante comum no século dezenove, o sarau acontecia no interior das  residências, locais onde as pessoas se encontravam para se expressar artisticamente e desenvolver suas sociabilidades. No Brasil, esse costume veio junto com a Família Real (1808), portanto, uma tradição importada da Europa. O sarau era o evento mais elegante da sociedade e costumava reunir a corte e seus amigos aristocratas. Os encontros aconteciam à tardinha ou no início da noite, e eram marcados por concertos musicais, cantos e apresentações literárias. Atualmente, algumas escolas e faculdades remontam a musicalidade desse período da história brasileira, promovendo saraus,  cujo objetivo é estimular o desenvolvimento cultural de seus alunos e professores. Na EMEF Vila Monte Cristo, escola localizada na Zona Sul de Porto Alegre, o evento, organizado pelos professores de música Caroline Ponso e Douglas Benzi  trouxe parte dessa tradição cultural do passado. Leia abaixo artigo sobre esse encontro musical, escrito pela professora Caroline e publicado Sul21.  Mais

Os ingleses mostram o “foot-ball” para os guris da Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre

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Edgar Booth, descendente de ingleses, foi o primeiro a apresentar as regras do “foot-ball” aos “guris” do longínquo arrabalde da Tristeza naqueles idos de 1900. Filho do Comandante Charles Edward Booth, egresso da Marinha Mercante Inglesa e de Jenny Adelina Booth, também imigrante, Edgar e sua família residiam em uma chácara a beira do Guaíba – região de veraneio de famílias de boa situação financeira.

Família Booth (Edgar ao centro)/Chácara na Tristeza/1900

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“AMOR QUE REDIME”: Produção cinematográfica na Zona Sul de Porto Alegre (1928)

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Anúncio publicitário do filme.
Fonte: Cinemateca Brasileira

O filme “AMOR QUE REDIME” foi o primeiro longa-metragem feito no Rio Grande do Sul e produzido em Porto Alegre. Ele foi feito no ano de 1928. A Empresa responsável foi a Ita-Film – Empresa Cinematográfica Rio Grandense. Os produtores eram todos gaúchos, entre eles, Beno Mentz, Sabino Lubisco, Monteiro Martinez, Rodolfo Albrech, Albino Sperb, Armando Ribeiro e Oscar Petry. Interessante ressaltar que Beno, Sabino, Monteiro e Rodolfo eram moradores do bairro Tristeza, local onde se passava parte da história.   Mais

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