Porto Alegre: percepções de uma Antiga Cidade

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Mercado Público/1875
Fonte: Museu Joaquim J. Felizardo

“Uma cidade, um país, um lugarejo”. A canção desprende-se do rádio e invade o espaço restrito do meu carro. Presto atenção à letra e fico imaginando essa cidade, a minha Porto Alegre, local onde estão minhas referências. Uma cidade repleta de histórias, farto material para minhas pesquisas acadêmicas. É inevitável não aguçar a memória, trilhar o imaginário e tentar recuperar como era essa capital de antigamente. Assim, penso na obra “Os cães da Província” e as imagens narradas vão, lentamente, se delineando no meu imaginário. As Docas, o Mercado Público, o Gasômetro. A Rua do Arvoredo, o açougue de linguiça humana, o Areal da Baronesa. Lembranças que vão longe, mas que se traduzem no imaginário daqueles que um dia ousaram vivenciar sua cidade. Percebe-se, assim, um cotidiano, notadamente mais tranquilo, mais humano. Quase sem compromissos. Não importa a pressa. Não há estresse, nem o sentimento de viver intensamente, como se o tempo fosse esgotar-se. O lazer resumia-se ao cinema de rua, à confeitaria Matheus, ao chope do Chalé da Praça 15. Passear na Rua da Praia e na Praça da Alfândega, admirando os velhos prédios históricos. Hoje, no espaço modificado da cidade, onde arranha-céus quase impedem a luminosidade do sol, habitam pessoas apressadas, distraídas e indiferentes. Os shoppings atraem para outras formas de lazer, seduzindo a todos. No entanto, como diz a canção – “és uma deusa, com suas nuanças, que te debruças soberana todas as noites para mirar-te nas águas do teu guardião”. E segues, mesmo com tuas mutações e novos personagens, inspirando poetas e historiadores como eu.

Escola Vila Monte Cristo: uma experiência inesquecível!

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Marina Coutinho, ex-aluna da EMEF Vila Monte Cristo

Marina Coutinho, ex-aluna da EMEF Vila Monte Cristo

Comecei na escola Vila Monte Cristo com cinco anos, desde lá recebi muita atenção, dedicação e carinho de todos os professores. Tenho um carinho enorme por todos, professores e funcionários, com quem pude conviver por todo o tempo que estive lá. A escola tem também espaço dedicado a alunos especiais, de inclusão, com materiais necessários, e toda a atenção do muuundo!! Como comecei cedo na escola, pude ver o crescimento destes alunos, que cresceram comigo, e graças a escola, puderam ter uma grande evolução em todos os sentidos. E, lá na escola, aprendemos a respeitar as diferenças. Desde pequena tive muita orientação nesta escola. Ela nos preparou muito bem para o futuro, tanto como alunos, quanto como pessoas de bem. No meu último ano na escola, tinha uma turma especial para alunos com maiores dificuldades, que lá também tiveram atenção, como reforço e muita preparação para o ensino médio. Concluímos o ensino fundamental com sucesso, graças a toda dedicação da escola e de seus funcionários e professores. A Monte Cristo sempre unida para atender a todos sem distinção. Ela também nos ofereceu todo o tipo de atividades, como reforço escolar no turno inverso e dedicação de todos os professores. A escola também oferecia diversos passeios culturais, o que nos possibilitou conhecimentos gerais. Tenho a escola Vila Monte Cristo como uma base forte de aprendizado, tanto como aluna, como cidadã que sou. Aprendi muita coisa com ela e levo isso para a vida. Pois agora que deixei a escola, sinto muita falta de tudo. Acredito que será muito difícil achar uma escola igual a que tive a honra de estar por muitos anos. Igualmente não posso esquecer da grande amizade e do carinho que tenho ainda hoje pelos professores e funcionários, são pessoas que marcaram minha vida e levarei para sempre. Obrigada Escola Monte Cristo por fazer parte da minha vida!!! Marina Coutinho – formanda de 2015

Passeio Quinta da Estância Turma C32/2015

Passeio Quinta da Estância Turma C32/2015

A turma C32/2015

A turma C32/2015

Dois momentos da aluna: 6 ano e o dia da formatura no 9 ano.

Dois momentos da aluna: 6 ano e o dia da formatura no 9 ano.

“Histórias da Zona Sul 2 ” – Os Antigos Carnavais na Tristeza – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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http://ipanemacomunitaria.blogspot.com.br/2017/02/historias-da-zona-sul-domingo-dia-26-as.html

“Histórias da Zona Sul 1 ” – O Veraneio de Antigamente – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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http://ipanemacomunitaria.blogspot.com.br/2017/02/historias-da-zona-sul-neste-domingo-10h.html

A Chácara da Vila Clotilde e o Garden Party de 1938

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garden-party-1No verão de 1938, a Vila Clotilde, uma chácara localizada no Morro do Sabiá, bairro Ipanema, foi o cenário de um movimentado evento social que mobilizou a alta sociedade Porto-Alegrense daquela época. Na ocasião, foi oferecido a Darci Vargas, então primeira dama do País, um Garden Party, uma festa nos jardins da Propriedade de Oscar Bastian Meyer.Para abrilhantar a recepção, senhoras e senhoritas, devidamente acompanhadas, desfilaram elegantes trajes, com direito a chapéu e finas luvas de seda. Nas mesas, dispostas pelos jardins da propriedade, arranjos de flores e frutas ajudavam a dar o tom de glamour àquela ocasião tão especial. A cobertura jornalística não poderia deixar de ser feita, e para isso a Revista do Globo se fez presente. Mais

Fernando Gay da Fonseca: amor por Ipanema e amizade por Loureiro da Silva

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Fernando com a esposa e a filha em Ipanema. Acervo particular

Fernando com a esposa e a filha em Ipanema. Acervo particular

Fernando Gay da Fonseca herdou do pai o gosto pela Zona Sul de Porto Alegre. Aos dezessete anos passou seu primeiro veraneio na praia de Ipanema, na Orla Sul da cidade, quando a região ainda era considerada um balneário. Desde então, ele e toda a família nunca perderam os laços com o bairro e com o Lago Guaíba. Apaixonado, como ele mesmo dizia, por Ipanema, Fernando, entre uma viagem e outra ao exterior, em missão de embaixador, ou residindo na capital federal, assumindo atividades no âmbito público, sempre voltava para Ipanema, local onde estavam suas raízes e onde morou até seu falecimento. Da confortável varanda de sua residência podia ver e admirar o rio. E era lá que aconteciam as conversas entre Fernando e personalidades do Estado e do País.

 

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Fernando Affonso Gay da Fonseca: uma trajetória de sucesso na vida pública

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Fernando Affonso Gay da Fonseca nasceu em Porto Alegre em três de dezembro de 1923.  Filho único de João Pereira da Fonseca, engenheiro da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, e de Odila Gay da Fonseca, responsável por inúmeros trabalhos sociais na cidade, Fernando teve uma infância feliz e tranquila ao lado de seus pais. Inicialmente, residente à Avenida Duque de Caxias, no centro de Porto Alegre, em prédio da família, e, mais tarde, na Zona Sul, no bairro Ipanema, em um chalé de veraneio, presente de sua mãe Odila, local em que viveu até os últimos dias de sua vida. Fernando Gay da Fonseca faleceu em 03 de fevereiro de 2017.

Gay da Fonseca em família, Acervo particular

Gay da Fonseca em família, Acervo particular

O menino Fernando concluiu seus estudos elementares no Colégio Anchieta ainda na década de 1930. Formou-se na universidade em ciências jurídicas e sociais pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1947 e em 1950, finalizou os cursos de pós-graduação em Administração Pública e Sociologia pela universidade de Colúmbia em Nova Iorque. Quando esteve residindo em Nova Iorque para estudos, levou também sua mãe Odila e sua esposa Denise. Mais

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