Âncora permanece enfeitando o jardim da casa na esquina da Guaíba com a Gávea

Na edição do ZH Zona Sul desta sexta-feira contamos na capa a história de uma âncora retirada do barco Maruí, econtrado no Guaíba há quase 50 anos. Soubemos da presença desta peça histórica no jardim da casa localizada na Avenida Guaíba, 684, por meio da nossa blogueira Janete da Rocha Machado. Confira abaixo a matéria:

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/zhzonasul/2011/11/11/um-tesouro-na-regiao/?topo=13,1,1,,,13

Há 23 anos, em 21 de setembro de 1988, Zero Hora noticiava a descoberta de uma âncora de um barco farroupilha no pátio de uma residência da Avenida Guaíba, 684. O tempo passou, mas não foi suficiente para alterar o rumo do objeto histórico. Com mais de mil quilos, a peça continua intacta no jardim da casa que hoje pertence ao arquiteto francês Robert Levy.

– Faz mais ou menos oito anos que comprei a casa, e ela veio junto. Na época, o proprietário me mostrou a matéria do jornal e quis me vender também a âncora, mas eu disse que ele podia levá-la – conta Levy, 83 anos.

O prazo de um ano proposto pelo antigo dono para a retirada do pesado equipamento passou, e a peça segue ornamentando a antiga residência.

– Acho que enriquece a casa, é bonita – comenta Levy.

Desde a infância, a blogueira do ZH Zona Sul que sugeriu esta matéria, Janete da Rocha Machado, 47 anos, admira o valor histórico do artefato.

– Eu descia a Rua Gávea, nos anos 70, e adorava aquela casa. De tanto olhar para o jardim, vi a âncora meio escondida – relembra a historiadora.

Coincidência ou destino, Levy projetou há muitos anos a casa da família da blogueira, quando ele ainda morava no Cristal. Mais tarde, Janete o contratou para fazer o desenho da própria residência e, só mais recentemente, foi reencontrá-lo.

– Nesse tempo ele mudou-se para Ipanema e foi ser proprietário daquela que foi, no passado, a casa dos meus sonhos – relata Janete.

História contada em 1988

Na época em que a reportagem foi publicada em Zero Hora, a âncora já estava no endereço da Avenida Guaíba que abrigava, na época, a Clínica Geriátrica São Marcos. Segundo o texto, a peça foi retirada de um barco farroupilha chamado Maruí, encontrado no Guaíba na década de 1960. Outros objetos, como molinete e correntes, também foram retirados da água e doados ao Museu Júlio de Castilhos.

Os equipamentos duraram cerca de um ano no acervo, pois a instituição não tinha verbas para comprar inseticida para uma biblioteca, atacada por traças e cupins. Por isso, vendeu as peças do barco ao ferro velho dos irmãos Mollé. No estabelecimento, a âncora foi comprada por moradores da Rua Tenente Coronel Fabrício Pilar, que a levaram para a residência de Ipanema.

Confira abaixo a matéria publicada há 23 anos em Zero Hora:

Reportagem na Zero Hora de 1988

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