Proprietário de uma chácara na Pedra Redonda, que na época pertencia ao bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre, Oswaldo Aranha utilizou o local para reuniões de preparação ao Movimento de trinta. “A casa de Osvaldo Aranha, na Tristeza, tornou-se sede partidária. A qualquer horário era solicitado, recebia sem dificuldades, com expressão dominadora sobre o interlocutor sem perder a cordialidade” (FLORES, p.12). O movimento revolucionário de trinta foi gestado pela determinação e organização de Oswaldo Aranha. Getúlio afirmaria, tempos depois, que Aranha foi o grande “animador da Revolução”. Góes Monteiro resumiria o que todos os participantes sabiam: “Oswaldo Aranha era a alma do movimento” (STANLEY, p. 40). Com um invejável dom de convencimento e uma vivacidade intelectual, Aranha tornou-se o “epicentro de um movimento vulcânico”, segundo o político João Neves. As reuniões, realizadas em diversos lugares de Porto Alegre, fortaleciam e delineavam a concretização do movimento. Um desses lugares estratégicos e de encontros secretos entre políticos da época foi a Chácara de Verão de Oswaldo Aranha, na Tristeza. Era lá que os ideais em torno da tomada do poder federal por Getúlio Vargas tomavam força.

Revista do Globo/Edição Especial de 1931

Imagem da casa na Pedra Redonda  Fonte: Revista do Globo/Edição Especial de 1931

 

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