Anúncio publicitário do filme.
Fonte: Cinemateca Brasileira

O filme “Amor que redime” foi o primeiro longa-metragem feito no Rio Grande do Sul e produzido em Porto Alegre no ano de 1928. A Empresa responsável foi a Ita-Film – Empresa Cinematográfica Rio Grandense. Os produtores eram todos gaúchos, entre eles, Beno Mentz, Sabino Lubisco, Monteiro Martinez, Rodolfo Albrech, Albino Sperb, Armando Ribeiro e Oscar Petry. Interessante ressaltar que Beno, Sabino, Monteiro e Rodolfo eram moradores do bairro Tristeza, local onde se passava parte da história.  

Praia da Pedra Redonda. Fonte: Revista do Globo

Com direção e roteiro de Eugenio Kerrigan, o Balneário da Pedra Redonda serviu de cenário para o filme. Segundo Pellin, “as cenas exteriores do Amor que redime foram filmadas nas praias da Tristeza, dando ao filme um cenário de muito bom gosto e que vale também como documentário fotográfico da época da velha Tristeza”.[1] Assim, a película recupera um tempo passado na Zona Sul de Porto Alegre quando grupos costumavam aproveitar a beira do Lago Guaíba para banhos e também para a prática de esportes náuticos. Especialmente nos meses mais quentes do ano, como janeiro e fevereiro, era comum algumas famílias, entre elas, descendentes de alemães, se deslocarem até o distante arrabalde para ali fazer o seu veraneio.

Os veranistas e suas casinhas de banho. Fonte: Revista do Globo

Nas primeiras décadas do século passado, as praias de mar eram de difícil acesso e a viagem muito distante, além disso, as praias do Guaíba eram boas para banho, o que tornava atraente a viagem até a Zona sul.

Imagem da protagonista. Fonte: Cinemateca Brasileira

Cenas em estúdio. Fonte: Cinemateca Brasileira.

[1] PELLIN, Roberto. Roberto. Revelando a Tristeza. Porto Alegre: Metrópole, 1979. v. 1. P. 211.

 

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