Fernando Gay da Fonseca: amor por Ipanema e amizade por Loureiro da Silva

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Fernando com a esposa e a filha em Ipanema. Acervo particular

Fernando com a esposa e a filha em Ipanema. Acervo particular

Fernando Gay da Fonseca herdou do pai o gosto pela Zona Sul de Porto Alegre. Aos dezessete anos passou seu primeiro veraneio na praia de Ipanema, na Orla Sul da cidade, quando a região ainda era considerada um balneário. Desde então, ele e toda a família nunca perderam os laços com o bairro e com o Lago Guaíba. Apaixonado, como ele mesmo dizia, por Ipanema, Fernando, entre uma viagem e outra ao exterior, em missão de embaixador, ou residindo na capital federal, assumindo atividades no âmbito público, sempre voltava para Ipanema, local onde estavam suas raízes e onde morou até seu falecimento. Da confortável varanda de sua residência podia ver e admirar o rio. E era lá que aconteciam as conversas entre Fernando e personalidades do Estado e do País.

 

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Fernando Affonso Gay da Fonseca: uma trajetória de sucesso na vida pública

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Fernando Affonso Gay da Fonseca nasceu em Porto Alegre em três de dezembro de 1923.  Filho único de João Pereira da Fonseca, engenheiro da Viação Férrea do Rio Grande do Sul, e de Odila Gay da Fonseca, responsável por inúmeros trabalhos sociais na cidade, Fernando teve uma infância feliz e tranquila ao lado de seus pais. Inicialmente, residente à Avenida Duque de Caxias, no centro de Porto Alegre, em prédio da família, e, mais tarde, na Zona Sul, no bairro Ipanema, em um chalé de veraneio, presente de sua mãe Odila, local em que viveu até os últimos dias de sua vida. Fernando Gay da Fonseca faleceu em 03 de fevereiro de 2017.

Gay da Fonseca em família, Acervo particular

Gay da Fonseca em família, Acervo particular

O menino Fernando concluiu seus estudos elementares no Colégio Anchieta ainda na década de 1930. Formou-se na universidade em ciências jurídicas e sociais pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1947 e em 1950, finalizou os cursos de pós-graduação em Administração Pública e Sociologia pela universidade de Colúmbia em Nova Iorque. Quando esteve residindo em Nova Iorque para estudos, levou também sua mãe Odila e sua esposa Denise. Mais

O Verão nas capas da Revista do Globo (1930 – 1940)

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Revista do Globo - 19 de janeiro de 1935

Revista do Globo – 19 de janeiro de 1935   

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A Chácara de Oswaldo Aranha e a Revolução de Trinta

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Proprietário de uma chácara na Pedra Redonda, que na época pertencia ao bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre, Oswaldo Aranha utilizou o local para reuniões de preparação ao Movimento de trinta. “A casa de Osvaldo Aranha, na Tristeza, tornou-se sede partidária. A qualquer horário era solicitado, recebia sem dificuldades, com expressão dominadora sobre o interlocutor sem perder a cordialidade” (FLORES, p.12). O movimento revolucionário de trinta foi gestado pela determinação e organização de Oswaldo Aranha. Getúlio afirmaria, tempos depois, que Aranha foi o grande “animador da Revolução”. Góes Monteiro resumiria o que todos os participantes sabiam: “Oswaldo Aranha era a alma do movimento” (STANLEY, p. 40). Com um invejável dom de convencimento e uma vivacidade intelectual, Aranha tornou-se o “epicentro de um movimento vulcânico”, segundo o político João Neves. As reuniões, realizadas em diversos lugares de Porto Alegre, fortaleciam e delineavam a concretização do movimento. Um desses lugares estratégicos e de encontros secretos entre políticos da época foi a Chácara de Verão de Oswaldo Aranha, na Tristeza. Era lá que os ideais em torno da tomada do poder federal por Getúlio Vargas tomavam força.

Revista do Globo/Edição Especial de 1931

Imagem da casa na Pedra Redonda  Fonte: Revista do Globo/Edição Especial de 1931

 

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JOSÉ DA SILVA GUIMARÃES, O JUCA TRISTEZA

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Praia da Tristeza/1900 Museu Joaquim José Felizardo. Fotógrafo Lunara. Fototeca Sioma Breitman.

Praia da Tristeza/1900
Museu Joaquim José Felizardo. Fotógrafo Lunara. Fototeca Sioma Breitman.

Segundo a historiadora e professora Hilda Agnes Hubner Flores, autora do livro “Tristeza e Padre Reus (1979)”, o bairro Tristeza deve seu nome ao fazendeiro José da Silva Guimarães Tristeza, um português, morador antigo do arrabalde, casado com uma das netas do primitivo sesmeiro Dionísio Rodrigues Mendes.

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UM ROMANCE NA PRAIA DE IPANEMA

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UM ROMANCE NA PRAIA DE IPANEMA

 

Gilda Marinho Fonte: Porto, Juarez

Gilda Marinho
                                                            Fonte: Porto, Juarez

Mulher exuberante, sensual e inteligente, Gilda Marinho marcou época nas primeiras décadas do século passado em Porto Alegre. Acostumada, ainda em sua terra natal (Pelotas), a desafiar costumes provincianos, Gilda foi logo notada pela sociedade gaúcha pela sua irreverência. Amada pelos homens, mas vista com maus olhos pelas esposas, as quais temiam por seus casamentos, Gilda Marinho era uma mulher de inúmeras faces. Na carreira destacou-se como jornalista, pianista, cronista, bibliotecária e vendedora de seguros. Na política era simpatizante do comunismo. Entre as muitas histórias sobre Gilda, uma se destaca: o envolvimento amoroso com homens ilustres e casados. Na década de 1930 teria tido um romance com o interventor Flores de Cunha, vinte anos mais velho do que ela. O cenário: o Balneário Ipanema, na Zona Sul de Porto Alegre. Mais

Uma casa para a juventude

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Jovens em lazer no Morro do Sabiá. Acervo de Maria de Lourdes Mastroberti

Jovens em lazer no Morro do Sabiá. Acervo de Maria de Lourdes Mastroberti

Conta Roberto Pellin em seu livro “Revelando a Tristeza (1979)” que o Morro do Sabiá, no final do século 19, pertencia ao Barão Von Seidel, um apaixonado pelo Guaíba. Teria ele construído uma platibanda sobre a figueira mais alta do morro, cujo objetivo era o de observar as embarcações entrarem no rio, vindas da Lagoa. Muitos anos depois, tais terras teriam sido adquiridas por Otto Niemayer, e, mais tarde, por Oscar Bastian Meyer, o qual arborizou e embelezou o local, tornando-o a chácara da Vila Clotilde. Porém, diante de dificuldades para administrar tão extensa área, Lya Bastian Meyer, filha de Oscar, vendeu parte da propriedade a terceiros. Entre os compradores estava o Colégio Anchieta, aquisição feita em 1949. Em pesquisas ao acervo da Revista do Globo, edição de julho de 1953, a matéria intitulada “uma casa para a juventude”, registra o início das atividades no local pelos alunos e professores da instituição: “Casa da Juventude, iniciativa de uma instituição católica, é um lugar onde os rapazes se educam nas horas de recreio”. Mais

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