O Verão nas capas da Revista do Globo (1930 – 1940)

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Revista do Globo - 19 de janeiro de 1935

Revista do Globo – 19 de janeiro de 1935   

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A Chácara de Oswaldo Aranha e a Revolução de Trinta

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Proprietário de uma chácara na Pedra Redonda, que na época pertencia ao bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre, Oswaldo Aranha utilizou o local para reuniões de preparação ao Movimento de trinta. “A casa de Osvaldo Aranha, na Tristeza, tornou-se sede partidária. A qualquer horário era solicitado, recebia sem dificuldades, com expressão dominadora sobre o interlocutor sem perder a cordialidade” (FLORES, p.12). O movimento revolucionário de trinta foi gestado pela determinação e organização de Oswaldo Aranha. Getúlio afirmaria, tempos depois, que Aranha foi o grande “animador da Revolução”. Góes Monteiro resumiria o que todos os participantes sabiam: “Oswaldo Aranha era a alma do movimento” (STANLEY, p. 40). Com um invejável dom de convencimento e uma vivacidade intelectual, Aranha tornou-se o “epicentro de um movimento vulcânico”, segundo o político João Neves. As reuniões, realizadas em diversos lugares de Porto Alegre, fortaleciam e delineavam a concretização do movimento. Um desses lugares estratégicos e de encontros secretos entre políticos da época foi a Chácara de Verão de Oswaldo Aranha, na Tristeza. Era lá que os ideais em torno da tomada do poder federal por Getúlio Vargas tomavam força.

Revista do Globo/Edição Especial de 1931

Imagem da casa na Pedra Redonda  Fonte: Revista do Globo/Edição Especial de 1931

 

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JOSÉ DA SILVA GUIMARÃES, O JUCA TRISTEZA

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Praia da Tristeza/1900 Museu Joaquim José Felizardo. Fotógrafo Lunara. Fototeca Sioma Breitman.

Praia da Tristeza/1900
Museu Joaquim José Felizardo. Fotógrafo Lunara. Fototeca Sioma Breitman.

Segundo a historiadora e professora Hilda Agnes Hubner Flores, autora do livro “Tristeza e Padre Reus (1979)”, o bairro Tristeza deve seu nome ao fazendeiro José da Silva Guimarães Tristeza, um português, morador antigo do arrabalde, casado com uma das netas do primitivo sesmeiro Dionísio Rodrigues Mendes.

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UM ROMANCE NA PRAIA DE IPANEMA

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UM ROMANCE NA PRAIA DE IPANEMA

 

Gilda Marinho Fonte: Porto, Juarez

Gilda Marinho
                                                            Fonte: Porto, Juarez

Mulher exuberante, sensual e inteligente, Gilda Marinho marcou época nas primeiras décadas do século passado em Porto Alegre. Acostumada, ainda em sua terra natal (Pelotas), a desafiar costumes provincianos, Gilda foi logo notada pela sociedade gaúcha pela sua irreverência. Amada pelos homens, mas vista com maus olhos pelas esposas, as quais temiam por seus casamentos, Gilda Marinho era uma mulher de inúmeras faces. Na carreira destacou-se como jornalista, pianista, cronista, bibliotecária e vendedora de seguros. Na política era simpatizante do comunismo. Entre as muitas histórias sobre Gilda, uma se destaca: o envolvimento amoroso com homens ilustres e casados. Na década de 1930 teria tido um romance com o interventor Flores de Cunha, vinte anos mais velho do que ela. O cenário: o Balneário Ipanema, na Zona Sul de Porto Alegre. Mais

Uma casa para a juventude

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Jovens em lazer no Morro do Sabiá. Acervo de Maria de Lourdes Mastroberti

Jovens em lazer no Morro do Sabiá. Acervo de Maria de Lourdes Mastroberti

Conta Roberto Pellin em seu livro “Revelando a Tristeza (1979)” que o Morro do Sabiá, no final do século 19, pertencia ao Barão Von Seidel, um apaixonado pelo Guaíba. Teria ele construído uma platibanda sobre a figueira mais alta do morro, cujo objetivo era o de observar as embarcações entrarem no rio, vindas da Lagoa. Muitos anos depois, tais terras teriam sido adquiridas por Otto Niemayer, e, mais tarde, por Oscar Bastian Meyer, o qual arborizou e embelezou o local, tornando-o a chácara da Vila Clotilde. Porém, diante de dificuldades para administrar tão extensa área, Lya Bastian Meyer, filha de Oscar, vendeu parte da propriedade a terceiros. Entre os compradores estava o Colégio Anchieta, aquisição feita em 1949. Em pesquisas ao acervo da Revista do Globo, edição de julho de 1953, a matéria intitulada “uma casa para a juventude”, registra o início das atividades no local pelos alunos e professores da instituição: “Casa da Juventude, iniciativa de uma instituição católica, é um lugar onde os rapazes se educam nas horas de recreio”. Mais

Mapa da Zona Balneária Sul de Porto Alegre (1900 – 1950)

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Mapa dos balneários Ipanema e Tristeza. Brugger, Rita.

Mapa dos balneários Ipanema e Tristeza. Brugger, Rita.

No mapa da zona balneária de Porto Alegre, ilustrado pela artista plástica Rita Brugger, estão identificadas as principais praias da orla sul do Lago Guaíba, entre elas, Ipanema, Pedra Redonda, Vila Conceição, Tristeza e Vila Assunção. Além dos balneários, a ilustração mostra também algumas residências de verão, os condomínios familiares, os trapiches, o Hotel da Praia, o final de linha do trem (o Trenzinho da Tristeza), a igreja de Ipanema, a olaria do Comandante Booth e o Cinema Gioconda. A partir do final do século XIX, nas terras de José Guimarães Tristeza, se  desenvolveram os balneários da Tristeza, e, mais ao sul, na fazenda de Juca Batista, um pouco mais tarde, surgiu o balneário Ipanema.

 

 

A CHEIA NO GUAÍBA

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Põr do sol e aguapés no Guaíba

Põr do sol e aguapés no Guaíba

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