“Histórias da Zona Sul 3” – Guaíba: um falso rio conta a história da cidade – Programa na Rádio Ipanema Comunitária 87.9 FM

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http://ipanemacomunitaria.blogspot.com.br/2017/03/historias-da-zona-sul-ao-vivo-neste.html

 

Talento traçado a lápis: a história de Lucas

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Monstrinhos RBS inspiraram Lucas

A história do homem está cheia de exemplos de pessoas que, apesar de nascidas em um meio adverso, ainda assim venceram as dificuldades e se tornaram referência em sua área. Como explicar, por exemplo, a genialidade do escritor brasileiro Machado de Assis, nascido no Morro do Livramento, filho de um pintor de parede e de uma lavadeira, que, ao vender doces nas escolas do Rio de Janeiro, aprendeu francês. Autodidata e inovador na narrativa literária, Machado chegou à condição de melhor escritor brasileiro devido a seu talento. Assim como o gênio do Realismo, ao longo dos anos, surgem crianças talentosas, cujo potencial precisa ser estimulado e valorizado. E esse fato tem sido, não raro, negligenciado por educadores e pela sociedade em geral. Esse é o caso de Lucas Vicente Dorneles, cuja história vou contar a seguir: Mais

Comandante Charles Edward Booth: da Inglaterra para a Zona Sul de Porto Alegre

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Comandante Booth em passeio pela Estrada da Pedra Redonda/1900

Comandante Booth em passeio pela Estrada da Pedra Redonda/1900

Na segunda metade do século XIX, integrando o grupo de ingleses recém chegados ao Rio Grande do Sul, Charles Edward Booth descobre a Zona Sul de Porto Alegre. Egresso da Marinha Mercante Inglesa, Charles ficou conhecido por Comandante Booth. Conta sua bisneta Rita Brugger que ele residiu também no Partenon antes de se mudar para a Pedra Redonda. Na realidade, ele comprou uma área que ia desde a beira do rio até a Cavalhada. Toda a região onde hoje se situa os bairros Pedra Redonda e Jardim Isabel pertenciam aos Booth. “Nosso bisavô Charles foi o primeiro na Pedra Redonda, ele comprou muitas terras aqui”. Mais

As vivendas de verão da Zona Sul

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Vivendas de Verao 1900

Mansão erguida em 1900 para o veraneio
Fonte: acervo particular
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No auge do veraneio da Pedra Redonda e com o advento da Estrada de Ferro do Riacho cresce a procura por terrenos na região. É desta época a construção das primeiras vivendas de verão, as imponentes e admiradas residências com praia particular erguidas à beira rio. Famílias tradicionais de Porto Alegre terão por hábito banhar-se nas águas tranquilas e límpidas do Guaíba na Zona Sul da cidade. Entre essas famílias, destacam-se os Booth, Bromberg, Bier, Ely, Barata, entre outros.

Percepções de um lugar

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Ipanema, a luz abraça o Guaíba,

acorda as casas, colore os corpos.

Tudo é ouro.

Ipanema, o vento despe as árvores,

amarela as transversais,  enfurece o rio.

Tudo é chumbo.

Ipanema, tão belos que são,

luz e sombra, inverno e verão,

vida e solidão.

Passeio à Pedra Redonda

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Trapiche da Pedra Redonda na primeira metade do século passado.
Fonte: Museu Joaquim José Felizardo

O ônibus segue lento, o itinerário sempre igual: Centro de Porto Alegre à Praia da Pedra Redonda. O sol se multiplica em cores nas águas tranquilas do rio. As casinhas de banho trepidam ao entrar e sair dos banhistas. Calções de banho e camisetas de física brancas. Maiôs que contornam o pescoço e acabam nos joelhos.O dia finda. A alegria sucumbe ao pôr-do-sol vermelho no horizonte do Guaíba. Uma garça cristaliza-se no junco. Uma ametista derrama-se sobre as águas. O ônibus recolhe os restos de alegria e cansaço. A noite chega. O dia se vai. As lembranças ficam.

O veraneio na Pedra Redonda

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Entrevista com Maria de Lourdes Mastroberti

MLourdes em Ipanema/1952

A alegria era contagiante durante os veraneios na Pedra Redonda, conforme relembra Maria de Lourdes Mastroberti, cujos passeios à orla eram uma constante nos domingos de verão, entre os anos 40 e 50 do século passado. Nas fotos deste post, que fazem parte de seu acervo pessoal, repare nos modelos do maiô – a cada veraneio, uma nova peça. 

Pedra Redonda/1953

“A gente ia porque era o lugar que tinha praia. No fim de semana, no domingo, a gente saía de manhã bem cedinho e voltava à tarde. Tinha ônibus com tranquilidade. Se aproveitava a praia, com dia bonito. Ia eu, minha irmã e uma amiga dela. E eu gostava muito.

Levávamos lanche. Galinha com farofa não podia faltar, e o bolo, que a minha mãe fazia. A gente comia também ovo cozido e levava pão com salame e queijo, era o sanduíche. Para beber, se levava umas garrafinhas com refresco. E tinha ainda aquelas famosas barraquinhas para se trocar. Eram compridas, tinha uns 2 metros de altura, era como um cone. Em cima, tinha um cordão que a gente amarrava nas árvores. Na barraquinha, cabia só uma pessoa. A gente entrava lá dentro, tirava o vestido e colocava o maiô. Ficava o dia inteiro de maiô. Tomava-se banho no Guaíba.

Ah, se aproveitou muito lá na Pedra Redonda. No fim do dia, a gente colocava tudo dentro de uma sacola e voltava para casa. Esperava o ônibus no final da linha, tudo na maior tranquilidade. Hoje, já não se pode fazer mais isso.”

Pedra Redonda/1953